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10/08/2021

Jeans é a peça mais democrática do guarda-roupa, segundo 87% dos brasileiros

O Brasil detém umas das principais cadeias produtivas do jeanswear no mundo: ampla, integrada e diversificada, englobando desde a produção das fibras até a confecção das roupas. Não é à toa que somos um dos mercados mais modernos e competitivos do planeta neste segmento. Pensando nisso, a Vicunha, multinacional brasileira referência em soluções jeanswear, juntamente com a Tecnoblu, fabricante de etiquetas para a moda, encomendou ao IEMI Inteligência de Mercado, um estudo* exclusivo para descobrir o que pensam os brasileiros sobre o jeanswear.

Dentre o público ouvido na pesquisa, estão dois grupos: os "amantes da moda", que atuam como os grandes propagadores de tendências de consumo desse produto; e os jovens da Geração Z, acima de 16 anos, que irão compor a grande massa de consumidores nos próximos 10 anos.

Quem são os consumidores de jeanswear no Brasil
O perfil médio dos consumidores de jeanswear é formado por mulheres, que representam 2/3 dos consumidores no Brasil (68% do total), de todas as camadas sociais. Além disso, são jovens: quase 90% delas têm até 45 anos de idade.

Por outro lado, quando questionados sobre quem são os usuários de jeanswear, 87% dos consumidores acreditam que esse produto pertença a todas as idades e somente um pequeno grupo vê esse produto apenas para jovens.

Onde usar o jeans?
Para o consumidor brasileiro de jeans, de forma geral, o tecido é um dos mais versáteis do guarda-roupa pois pode ser usado em diversos ambientes e ocasiões: desde momentos de lazer (42%), como em reuniões de família e encontro com os amigos, até em eventos esportivos (15%), passando, também, por ambientes profissionais (33%).

Além disso, o que torna o jeans uma peça tão popular entre os brasileiros é o conforto que proporciona para o uso diário (56%), a versatilidade que possibilita o uso em diversos ambientes (45%) e o estilo múltiplo das peças (40%).

Quem deverá usá-lo nos próximos anos
Um dos resultados da pesquisa mais importantes para o futuro do jeanswear no Brasil é que 99% dos consumidores afirmaram que irão continuar a usar e a consumir jeanswear nos próximos anos. Além disso, não menos que 80% dos consumidores brasileiros afirmaram que o jeans é um produto fundamental no seu modo de vestir e que não se veem sem esse produto em seu guarda-roupa.

Quanto o brasileiro gastou com o jeans em 2020
O consumo de jeanswear, em 2020, sob os efeitos da pandemia, acabou registrando uma queda de 13% em vendas nominais (sem descontar a inflação) em comparação ao ano anterior. Ainda assim, foi um bom resultado se comparado ao vestuário em geral, que encerrou o período com um resultado de vendas 17% menor do que o registrado em 2019.

Neste ano (2020), o valor total das vendas de jeanswear no varejo apontou um consumo médio de R$ 103 por habitante para essa linha de produtos, com cada comprador adquirindo, em média, 1,3 peças jeans por ano. Isso significa que o preço médio por peça jeans adquirida foi de R$ 78.

"A pandemia teve impacto direto na forma como os brasileiros consomem, inclusive no vestuário. Por ficarem mais tempo em casa e terem que controlar mais os gastos por conta das incertezas econômicas trazidas pela crise, os brasileiros tiveram que adaptar costumes externos a uma rotina mais caseira. Neste cenário, o jeans aparece como uma solução versátil para todas as ocasiões do dia do consumidor. Por isso, acreditamos que o jeans vai ser uma peça-chave na retomada do varejo de vestuário este ano", completa Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI.

Intenção de compra
O jeanswear não costuma ser um produto para se dar de presente, e sim, um produto adquirido quase sempre para uso do próprio consumidor (92% dos casos), que o compra motivado, muitas vezes, apenas pela "vontade de se sentir bonito/a", como afirmam 32% dos consumidores pesquisados, ou para se dar um presente (16%), sem estar vinculado necessariamente a alguma data do varejo. Ainda assim, 73% dos consumidores de vestuário, pretendem comprar ao menos uma peça de jeanswear na atual estação outono-inverno.

"O mercado jeanswear é um importante impulsionador da economia, gerando milhares de empregos e produzindo novas tecnologias que se aplicam a diversos segmentos. Além disso, o jeans, no guarda-roupas do brasileiro, se tornou a peça mais democrática, atendendo desde os consumidores mais jovens e descolados, até os mais maduros e tradicionais", completa German Silva, diretor de Marketing e Vendas da Vicunha.

As principais macrotendências comportamentais que vão influenciar a moda em 2022
A Vicunha antecipou duas grandes tendências de comportamento pautadas pelas novas necessidades do consumidor jeanswear no Brasil. Tais tendências têm influência direta da pandemia de Covid-19, que fez o mundo mudar comportamentos e prioridades.

A primeira macrotrend, chamada de Modo Híbrido, baseia-se no modelo híbrido de vida moderna das pessoas, em que as vidas profissionais e pessoais convivem em um mesmo ambiente e em um mesmo tempo. "Esse estilo de vida ascendeu, especialmente, com o início da pandemia, em que as pessoas foram obrigadas a fazer de suas casas, não somente o ambiente de conforto e relaxamento de suas vidas pessoais, mas também seu espaço de trabalho", explica Lorena Botti, cool hunter da Vicunha.

No modo híbrido de vida, "as roupas tradicionais são repaginadas nos detalhes, com novos shapes, fundindo diferentes estilos, como o activewear ao loungewear, criando um guarda-roupas extremamente versátil para ser utilizado em diferentes ocasiões", acrescenta Lorena.

Outra macrotendência observada pela Vicunha vem do sentimento de otimismo que cresce à medida que a vida volta ao normal ao redor do mundo. Chamada de Otimismo Radical, esse comportamento evidencia estratégias de combate ao esgotamento emocional e valoriza ações de impacto positivo.

"As peças de roupas trarão um clima de nostalgia, especialmente da estética dos anos 2000, com um mood sexy, bem humorado, colorido e acolhedor. Além disso, a estética Novo Vintage é muito importante: a popularização do comércio de segunda mão e uma maior conscientização ambiental potencializa o desejo do consumidor por denim com cara de desgastado pelo tempo", completa Botti.

*A pesquisa ouviu 800 consumidores de moda, de todos os perfis (idade, gênero, poder de compra, amantes ou não de moda) e regiões do país.