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15/09/2021

Morre Marco Aurélio Kirsch

A Associação Comercial, Industrial e de serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, com pesar, comunica o falecimento de seu diretor Marco Aurélio Kirsch, ocorrido nesta manhã, às 6h30, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, onde estava internado para tratamento de um câncer. O velório será no prédio da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, na Rua General Daltro Filho n° 911, a partir das 13h30min de hoje. O enterro será amanhã (16), às 10h, no Cemitério da Comunidade Evangélico de Hamburgo Velho.

Nascido em 25 de março de 1964, em Novo Hamburgo, advogado por formação, Marco atuava como diretor da ACI desde 2006. Deixa a esposa Denise Caselani e o filho Daniel Caselani Kirsch, além dos pais, Nelson e Lívia Kirsch, dos irmãos Maria Cristina e Luiz Fernando e milhares de amigos. 

Figura querida e muito conhecida no meio calçadista, Marcão, como era mais conhecido, foi um frequentador recorrente da Couromoda.

Sua trajetória na ACI iniciou-se em 2004, como consultor da Comissão Antipirataria do Calçado, a convite do então vice-presidente de Indústria, Ernani Reuter. O excelente trabalho realizado – que tornou a comissão reconhecida em nível nacional – levou o então presidente Flávio Fischer a convidá-lo para o cargo de diretor institucional da entidade, que assumiu em 01/05/2006.

“Seu perfil dinâmico caiu como uma luva para o intenso ritmo de atividades que a ACI tinha já naquele período”, diz gerente comercial Maria Lúcia Chaves de Almeida (Cota), mais antiga funcionária da ACI e que trabalhou diretamente com Marco.

Dono de estilo humano e divertido, Marco logo ganhou a confiança da equipe, com quem construiu um grande alinhamento, e era transparente a ponto de dividir com ela aspectos de sua vida pessoal. Seu alto astral também contagiava a todos, assim como a segurança com que resolvia assuntos delicados e atuava em defesa dos interesses dos associados da entidade centenária.

Com talento para relacionar-se, foi um verdadeiro diplomata, capaz de circular por diferentes ambientes, das pequenas empresas às grandes companhias, de trocar ideias sobre diversos assuntos e manter diálogo com outras pessoas por longo tempo.

Além de um relacionamento muito próximo aos associados da ACI e a dirigentes de entidades empresariais do Vale do Sinos, também teve atuação destacada no relacionamento com outras entidades empresariais gaúchas, sendo sempre chamado a trocar experiências em eventos da Federasul, do Transforma RS e da Fecomércio RS, em Porto Alegre.

Em maio deste ano, foi homenageado pelos 15 anos dedicados à ACI.

Quando jovem, Marco viajou por vários países e residiu por algum tempo com o tio e pintor Ernesto Frederico Scheffel (nome de uma fundação no bairro Hamburgo Velho) em Firenze, na Itália, o que lhe rendeu grande conhecimento das artes e da cultura mundial.

Dono de uma cultura invejável, era admirador da música e tinha entre os seus grandes amigos os músicos Wander Wildner e Fughetti Luz, com os quais reunia-se frequentemente antes da pandemia. Nas horas em que não estava na ACI, dedicava-se à família e tinha o hábito de ler e praticar karatê (era faixa preta nesta arte marcial), além de conversar com os ex-presidentes da entidade, de quem procurava ouvir experiências e obter conselhos para o desempenho de suas atividades como diretor da ACI, onde que alcançou grande êxito.

O presidente da ACI, Marcelo Lauxen Kehl, que teve em Marco o seu braço direito nas atividades da entidade nos últimos quatro anos, lamenta a perda do amigo e diretor. “Uma pessoa extraordinária! Dono de um estilo único, forte na defesa das ideias nas quais acreditava e dos interesses da entidade, mas doce no trato com todos, mesmo com aqueles que tinham posições diferentes das suas. Articulação, agilidade mental, presença de espírito em todos os momentos; estas eram algumas de suas inúmeras habilidades. De uma humildade ímpar para alguém tão formidável. E soube formar uma bela família, com Denise sendo a parceira ideal, firme como uma rocha até o final, e Daniel, um filho muito amado e muito bem criado, e que certamente alcançará o mesmo sucesso que o pai. A dor que a sua falta deixa em mim é indescritível”, afirma.